Oficinas do Plano Integrado de Recursos Hídricos da Bacia Hidrográfica do Rio Parnaíba (PIRH Parnaíba) estão reunindo contribuições para o diagnóstico do plano. Segundo a Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA), a quarta atividade ocorreu em Picos (PI), em 3 de novembro de 2026.
O PIRH é elaborado pela ANA em articulação com órgãos gestores de recursos hídricos do Ceará, do Maranhão e do Piauí, além do Comitê da Bacia Hidrográfica do Rio Parnaíba e comitês de bacias afluentes. A série de oficinas começou em Teresina, em 26 de outubro.
Os encontros envolvem usuários de água, representantes da sociedade civil, universidades, prefeituras e prestadores de serviços de saneamento. A programação se distribui por municípios dos três estados que têm territórios na bacia, com atividades previstas até 6 de novembro.

As contribuições locais complementam os estudos técnicos e ajudam a identificar problemas, conflitos e soluções para o diagnóstico. Esse levantamento servirá de base às etapas seguintes do plano, que orientará programas, ações e metas para a gestão das águas da região.
Oficinas percorrem municípios do Piauí, Ceará e Maranhão
Em 3 de novembro, a atividade realizada em Picos ocorreu no Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Picos (SINDSERM). Segundo a Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA), os especialistas em regulação de recursos hídricos e saneamento básico Rosana Evangelista e Luís Mello representaram a agência no encontro.
Também participou Felipe Gomes da Silva, presidente do Comitê da Bacia Hidrográfica do Rio Parnaíba (CBH Parnaíba) e diretor de Recursos Hídricos da Secretaria do Meio Ambiente e Recursos Hídricos do Piauí (SEMARH/PI). A programação da série abrange sete oficinas em municípios dos três estados com áreas na bacia.
A ANA informou que, para participar das oficinas, era necessário confirmar presença previamente por meio de formulário. A agenda reuniu encontros entre 26 de outubro e 6 de novembro, com horários e locais definidos para cada município.
Contribuições locais complementam o diagnóstico da bacia
O diagnóstico reúne informações sobre a disponibilidade de águas superficiais e subterrâneas e os usos dos recursos hídricos nas sub-regiões da bacia. Entre os usos considerados estão abastecimento, irrigação, criação animal, indústria, geração de energia e pesca.
Os estudos também examinam a qualidade da água, o saneamento básico e os conflitos pelo uso da água. Segundo a ANA, esses aspectos compõem o retrato da situação atual que servirá de base para as próximas etapas do PIRH Parnaíba.
Nas oficinas, os participantes trabalham em grupos organizados em três temas: disponibilidade, demanda e balanço hídrico; conservação dos recursos hídricos e aspectos ambientais; e instrumentos de gestão e arranjo institucional. A metodologia cooperativa permite pontuar desafios relacionados a esses assuntos.
Os estudos técnicos utilizam dados da ANA, dos órgãos gestores estaduais do Piauí, do Ceará e do Maranhão e de outros estudos. A experiência de comitês de bacias, prefeituras, produtores rurais, usuários de água, prestadores de saneamento, pescadores, comunidades tradicionais, universidades e organizações da sociedade civil complementa esse material.
Plano integrado orientará a gestão das águas do Parnaíba
O processo de elaboração prevê oito produtos ao longo de aproximadamente 22 meses. Entre eles estão o Plano de Trabalho e Comunicação, o Diagnóstico, o Prognóstico, o Protocolo de Articulação Intersetorial e o Plano de Ações e Investimentos.
Também serão preparados o PIRH e os planos de recursos hídricos consolidados, um Manual Operativo e um Resumo Executivo com Banco de Dados. Ao final, o plano integrado e os planos das bacias afluentes serão apreciados pelos respectivos comitês de bacia.
A bacia hidrográfica do rio Parnaíba, somada à área de drenagem do delta, ocupa 333.952 km²: 75% no Piauí, 20% no Maranhão e 5% no Ceará. O rio nasce na Serra da Tabatinga e na Chapada das Mangabeiras, percorre mais de 1,4 mil quilômetros e deságua no Oceano Atlântico, no município de Parnaíba, no Piauí.
Dividida em Unidades de Gestão Hídrica (UGHs), a bacia reúne áreas com características distintas, como o Cerrado das nascentes, o Semiárido do Canindé e dos Sertões de Crateús, as serras da Ibiapaba e o delta. Entre os usos da água citados pela ANA estão a geração de energia elétrica, a irrigação e o abastecimento humano; na porção semiárida, barragens e açudes garantem o fornecimento em rios temporários.
Serviço
- Oficina em Teresina: 26/10 (segunda), das 8h às 12h, Centro de Educação Ambiental (CEA) — Av. Raul Lopes, 1604-2142, Noivos, Zona Leste (ao lado do Parque Potycabana)
- Oficina em Bom Jesus: 27/10 (terça), das 13h às 17h, Auditório Central da UFPI, Campus Bom Jesus — Rodovia Municipal Bom Jesus–Viana, km 01, Planalto Horizonte
- Oficina em Balsas: 29/10 (quinta), das 8h às 12h, Espaço UFMA, Campus Balsas — Rodovia MA-140, km 04
- Oficina em Picos: 03/11 (terça), das 8h às 12h, SINDSERM — Rua Joaquim Viana, 737, Passagem das Pedras
- Oficina em Crateús: 04/11 (quarta), das 8h às 12h, Cáritas Diocesana de Crateús — Rua Frei Vidal da Penha, 1605, São José
- Oficina em São Benedito: 05/11 (quinta), das 8h às 12h, Centro Vocacional Tecnológico (CVT) — Rua Isaías Gonçalves Damasceno, Cidade Alta
- Oficina em Santa Quitéria do Maranhão: 06/11 (sexta), das 8h às 12h, C.E. Cônego Nestor Cunha (Bandeirante) — Av. Cel. Francisco Moreira, Centro

