Um levantamento na Área de Proteção Ambiental (APA) Delta do Parnaíba identificou 2.390 resíduos de pesca abandonados, perdidos ou descartados. Segundo os pesquisadores, os materiais estão associados à pesca fantasma.
O fenômeno ocorre quando equipamentos de pesca permanecem no ambiente após serem abandonados ou perdidos. De acordo com o estudo, esses resíduos podem causar o emalhamento de animais e outros impactos ambientais.
A pesquisa foi desenvolvida por pesquisadores da Universidade Federal do Delta do Parnaíba (UFDPar) e do Instituto Tartarugas do Delta (ITD). O trabalho foi apresentado na semana de 22 de outubro de 2026, durante o Atlantic Plastics 2026, em Reykjavík, na Islândia.

O pesquisador Cezar Fernandes, da UFDPar, apresentou o estudo sobre a APA Delta do Parnaíba. Werlanne Magalhães, coordenadora do Projeto Tartarugas do Delta e vice-presidente do ITD, defendeu ampliar o conhecimento sobre os impactos locais e fortalecer ações de conservação da biodiversidade marinha.
Levantamento identifica resíduos na APA Delta do Parnaíba
O levantamento registrou materiais de pesca em áreas costeiras e marinhas do Delta do Parnaíba. O recorte da pesquisa foi a Área de Proteção Ambiental (APA) Delta do Parnaíba.
Os resíduos contabilizados foram descritos como abandonados, perdidos ou descartados. Essas categorias abrangem materiais que permanecem no ambiente sem terem sido recolhidos.
O total identificado foi de 2.390 resíduos. A pesquisa reuniu informações sobre equipamentos de pesca encontrados na região protegida, sem detalhar no material divulgado os tipos específicos de equipamentos.
Riscos da pesca fantasma e pedido por mais estudos
Segundo os pesquisadores, equipamentos deixados no ambiente podem provocar o emalhamento de animais marinhos. O levantamento também associa esses materiais a outros impactos ambientais, sem especificar quais foram observados na APA.
Werlanne Magalhães, coordenadora do Projeto Tartarugas do Delta e vice-presidente do Instituto Tartarugas do Delta (ITD), afirmou que é necessário ampliar o conhecimento sobre os efeitos locais da pesca fantasma. Ela também defendeu o fortalecimento de ações para conservar a biodiversidade marinha.
Na avaliação de Magalhães, a identificação dos resíduos reforça a necessidade de aprofundar os estudos sobre a pesca fantasma na região. A coordenadora relacionou esse conhecimento à conservação da biodiversidade marinha no Delta do Parnaíba.

