Oncologia no Piauí: estado prevê novas unidades em 2026

O secretário estadual de Saúde, Dirceu Campelo, anunciou duas novas unidades de oncologia no Piauí, previstas para Floriano e Parnaíba. Em entrevista à TV Clube em 30 de outubro de 2026, ele disse que as estruturas devem começar a funcionar até o fim do ano.

Campelo relacionou a ampliação da rede ao combate à chamada “ambulância-terapia”, expressão usada para descrever deslocamentos de pacientes a outros municípios em busca de consultas, exames ou tratamentos. A entrevista também abordou a capacidade de atendimento dos hospitais estaduais.

Além dos pacientes do Norte e do Sul do estado, a discussão envolve moradores de diferentes regiões do Piauí, incluindo localidades como Picos, Corrente, Uruçuí e Valença. O secretário citou serviços de saúde já disponíveis fora de Teresina e obras em andamento em Floriano e Parnaíba.

oncologia no Piauí

A entrevista tratou ainda da lotação na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do Renascença e de medidas para ampliar o atendimento especializado. Entre os temas estão leitos, diagnóstico, tratamento oncológico e transporte de pacientes entre municípios.

Ampliação da rede hospitalar e atendimento na UPA do Renascença

Dirceu Campelo afirmou que, desde 2023, o estado ampliou a oferta de consultas, exames e cirurgias, incluindo procedimentos ortopédicos. A declaração foi feita ao responder a questionamentos sobre a capacidade dos hospitais estaduais.

Um dos exemplos citados pelo secretário foi o Hospital da Polícia Militar (HPM), que passou de quatro para oito salas cirúrgicas. A unidade também começou a realizar cirurgias ortopédicas de alta complexidade.

Após uma denúncia de lotação na UPA do Renascença, administrada pela Fundação Municipal de Saúde (FMS), a fundação cobrou mais leitos de retaguarda da rede estadual. Campelo observou que a maioria dos pacientes da UPA é atendida por urgência, enquanto parte da estrutura ampliada pelo estado recebe demandas eletivas.



Oncologia no interior e novos serviços especializados

Em Picos, a rede pública passou a oferecer tratamento oncológico, o que, segundo Campelo, diminuiu a necessidade de pacientes da região viajarem até Teresina para tratar o câncer. O município também recebeu um aparelho de ressonância magnética.

O secretário atribuiu a atualização dos repasses ao Hospital São Marcos a uma parceria entre o Ministério da Saúde e a Secretaria de Estado da Saúde do Piauí (Sesapi). Segundo ele, auditorias identificaram dificuldades financeiras relacionadas ao atendimento da instituição pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

Em Teresina, o Hospital Getúlio Vargas (HGV) já realizava cirurgias em pacientes com câncer e passou a oferecer quimioterapia. De acordo com Campelo, o serviço é prestado por meio de uma Unidade de Assistência de Alta Complexidade em Oncologia (Unacon), ampliando os pontos de atendimento oncológico no estado.

Centrais de diagnóstico e transporte de pacientes

O Piauí conta com 16 centrais de diagnóstico distribuídas pelas regiões de saúde, segundo o secretário. Nessas unidades, são oferecidos exames e consultas especializadas, incluindo ultrassom, raio-X, tomografia, mamografia, eletrocardiograma e exames laboratoriais.

Campelo disse que a descentralização busca aproximar os serviços dos moradores e reduzir deslocamentos até Teresina para atendimentos especializados. O transporte também foi reforçado para municípios por meio do programa Mais Especialistas, com a entrega de ambulâncias, vans e micro-ônibus.

As transferências entre hospitais seguem critérios de gravidade e ordem de entrada na fila, conforme explicou o secretário. Os veículos entregues aos municípios também se destinam a facilitar viagens de pacientes que precisam de serviços especializados, como hemodiálise e tratamento contra o câncer.



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